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Hoje a cidade é dos corruptos, dos patrocinadores do tráfico e dos que acreditam que não tem nada a ver com isso

Deveríamos ter mais Tropa de Elite, na educação, na saúde, na política...

O filme brasileiro do momento, Tropa de Elite, dirigido por José Padilha vem tendo destaque nos mais diversos meios de mídia, e já é o filme nacional mais comentado e assistido da história do cinema brasileiro. O longa ganhou destaque antes mesmo de sua estréia oficial, isso porque cerca de mais de 11 milhões de pessoas assistiram ao filme através do comércio ilegal da pirataria.

Tropa de Elite, título que remete-se ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), corporação da polícia militar do Rio de Janeiro criada em 1978, é polêmico e assustador. O conteúdo gira em torno de duas graves questões no país. A corrupção na polícia e o usuário de droga comum das classes média e alta, como financiadores do tráfico.

A primeira questão, é complicada, na sua grande maioria gerada pelos baixos salários pagos à polícia. Se um médico ganha bem para salvar vidas, um policial deveria ter o mesmo respeito e o mesmo piso salarial, já que exerce a mesma função, a única diferença é que o policial coloca em risco sua vida para salvar outras, ao contrário dos médicos.

Já a outra polêmica é mais complexa, primeiro por envolver as classes prevalecidas, segundo por se tratar do tráfico de drogas, algo completamente grande hoje no Brasil. É difícil em um primeiro instante realmente acreditar que as classes média e alta realmente são as verdadeiras culpadas pelo tráfico de drogas. Não são os únicos motivos desse comércio ilegal existir, teríamos que começar a discutir vários outros assuntos como a desigualdade social para se culpar alguém, mas é sim uma grande contribuidora desta ilegalidade.

Enquanto essas classes não tomam consciência disso, a polícia é a opção rápida e imediata de tentar se combater o tráfico. Porém, o necessário seria um planejamento a longo prazo, seria brilhante se em vez de investirmos dinheiro na polícia com armas e munições, investirmos na saúde e na educação na tentativa de diminuir a profunda desigualdade social no país. Por que não criar uma Tropa de Elite na educação, com projetos de ampliação e melhorias na rede pública?

Uma frase do personagem principal e narrador do filme, Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura é excepcional quanto ao envolvimento das classes favorecidas com o mundo das drogas. "Eu não sei como a história do Baiano (dono do morro dos prazeres no filme) começa, mais eu sei como ela termina, o cara deve ter tido uma infância fudida, o tráfico deve ter sido sua única saída, mas o que me fode é o sujeito que nasce com oportunidade e joga tudo fora"

      

 

Marianne Brittijn

O terror retratado no filme, se comprova no dia-a-dia das favelas do Rio de Janeiro. Nas fotos, o carro do BOPE todo blindado e com fuzis para todos os lados conhecido como "caveirâo" e a ação do grupo que os morados já se acostumaram

Roberto Moreira

Fontes:

Site Oficial do Filme

Jornal Folha de São Paulo

EGO - Portal Globo

              



- Postado por: Fabio Ferreira às 10h43
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Hoje a cidade é da dor dos que morreram

Poema sobre violência em São Paulo

Urgente

Chora o brasileiro, canta triste a canção.
Da travessia da morte
Na noite a escuridão.


Não se vê luz nas estrelas,
Só o brilho do fuzil
Da arma curta nas mãos
Empunhadas por homens, meninos;
Frágeis e encurralados;
Uniformizados e encapuzados;

Civis inocentes;
Paulista, o coração vermelho, preto e branco.
Bate, bate, bate forte.
Arroto de medo, tremor, agonia.
Da espera, do tiro da partida.

Morre mais um cidadão.
São Paulo, São Paulo, São Paulo.
Irmandade da Nação.
Na agonia das sirenes
Sofre inerte a população.

Homens, assassinos ou não.
Misturam-se na orgia do êxtase,
Do sofrer, do ultimo instante humano:

Morrer.

Imagem: A guerra entre o mundo e a linguagem - Picasso

Fonte CMI



- Postado por: Murillo Magalhães Diniz às 23h42
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Hoje a cidade é de Abadía

Traficante denuncia extorsão praticada pela polícia

O colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, considerado, até ser preso pela PF em agosto, um dos traficantes mais procurados do mundo, conta que seu grupo foi extorquido pela polícia, que também recorreu à tortura. O traficante disse ter pago US$ 1,5 milhão a policiais do Denarc de São Paulo e mais R$ 400 mil a um delegado fazendário que descobriu uma lancha de Abadía em nome de um laranja.

Em sua defesa, o suspeito de extorquir o traficante, delegado Pedro Luís Pórrio, 58 anos, nega qualquer tipo de seqüestro. Na terça-feira, o policial tinha afirmado não ter feito nenhuma investigação de ninguém da quadrilha do colombiano, mas nesta sexta-feira, admitiu ter tido contato com alguns integrantes do grupo. Pórrio relata uma passagem de Ana Maria Stein pelo Denarc para uma averiguação, que ocorreu tranqüilamente, e também afirmou ter conhecido seu marido, Daniel Maróstica, um dos comparsas de Abadía.

O que há de estranho na sua versão é que não há nenhum registro dessa passagem, pois, segundo o delegado, foi apenas uma passagem por averiguação, sendo tomadas somente medidas de praxe. Com uma série de acusações sobre policias sendo noticiadas cotidianamente, a palavra de um deles não passa mais credibilidade. Agora, pesa-se a acusação de um policial da mesma forma que a de um megatraficante.

Os "seguranças públicos" perdem a razão quando cometem erros desse tipo, que tornam seu sistema cada vez mais penetrável e maleável pelos criminosos. Dessa forma, um crime é artificialmente "resolvido" com outro.

"A violência faz-se passar sempre por uma contra-violência, quer dizer, por uma resposta à violência alheia."
(Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista francês do início do século XX)

 

Outra fonte: Globo.com



- Postado por: Brunna Soares às 00h35
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Hoje a cidade é de quem veste farda

Até com eles..Ahh Não!!

Por incrível que pareça o descaso chegou até aos principais controladores da segurança do nosso país, A POLÍCIA. Sim, a polícia. A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar de Pernambuco prepara um dossiê que aponta a precariedade da infra-estrutura de trabalho oferecida a policiais no Estado. O documento, que deverá ser entregue ao governo estadual na próxima semana, reúne até agora cerca de cem fotos, depoimentos e anotações sobre a "falta de segurança" nos locais visitados.

Imaginem...se estes que tem a função de nos proteger estão mal protegidos e preparados, o que será de nós, que dependemos deles e contamos com sua proteção em áreas de divisa e risco, como no "polígono da maconha", maior região produtora da droga no país e rota do tráfico de armas.

Alguns dos postos policias que cuidam das estradas estaduais ficam em traillers construídos em fibra, que não garantem a proteção contra tiros. Outros, como o do trevo de acesso ao povoado de Jutaí, é um barraco sem paredes, com cadeiras quebradas e no caso de ataques não tem como os policiais se protegerem.

Fora isso, as armas são ultrapassadas....

Bom..população não entrem em pânico está tudo sob controle como sempre por aqui...e também como sempre nenhuma resposta deve ser esperada..é claro que providências serão tomadas, as armas serão um pouco melhoradas e eles até ganharão banheiros em suas bases...mas que a esperança de nossa polícia ser mais preparada que os bandidos seja esquecida e o medo vire um sentimento comum entre nós que dependemos de “seguranças públicos”.



- Postado por: Graziela Sirtoli Miranda às 23h12
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Hoje a cidade é dos sãos

Quem são os verdadeiros culpados, afinal?

Quem será que é culpado quando uma pessoa com transtornos mentais é solto aos fins de semana e ataca jovens?

Ademir Oliveira do Rosário foi diagnosticado como muito perigoso pelo psiquiatra que tomava conta dele na Casa de Custódia de Taubaté. Para quem não sabe, o que acontece é que dois irmãos desapareceram e foram encontrados mortos na Serra da Cantareira no último dia 25. Seus corpos foram encontrados nus, com marca de abuso sexual e tinham ferimentos feitos a faca.

Outros 19 garotos foram vítimas de Ademir. Os ataques começaram sete meses depois que ele passou a fazer parte do programa de desinternação progressiva, no qual o interno tem direito de sair e visitar a família nos fins de semana. Quem permitiu isso foi a juíza Regiane dos Santos, da Vara de Execuções Penais, que desconsiderou os laudos médicos que diziam que o maníaco deveria ficar em regime fechado.

Outro fato muito estranho é que a casa de tratamento para onde o suposto psicopata foi transferido, o Hospital de Franco da Rocha, não deveria estar funcionando. Segundo os médicos, o hospital está em situação tão precária que se torna impossível a cura de pacientes ou a recuperação de detentos. O hospital não tem farmacêuticos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais e no dia 31 de agosto recebeu a visita de um fiscal do Conselho Regional de Medicina, que considerou o local inapropriado e que deveria estar fechado.

Agora, quando uma juíza resolve colocar uma pessoa como essa na rua e quando o doente não recebe o tratamento adequado, será que ele é mesmo o único culpado? Esse caso pode ser um alerta de que os hospitais psiquiátricos precisam ter mais atenção. Quando uma penitenciária, que está lidando com pessoas supostamente "normais", não funciona bem ela não tem bons resultados - que é o caso do sistema penitenciário brasileiro, que ao invés de reeducar o detento, esfrega na cara dele a desigualdade social, o medo e incentiva mais violência - imagine essa precariedade aplicada num local onde as pessoas precisam de mais atenção. Espero que agora seja repensado, pelo menos, o caso dos hospitais psiquiátricos no Brasil e seja revisto o programa de desinternação progressiva e o que é levado em consideração para que ele seja feito.



- Postado por: Maria Eugênia Cruz às 23h54
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Hoje a cidade é da população paulista

Rodas de ônibus caem e matam pessoas

Corremos risco de vida por simplesmente nos movermos pelas ruas. É o que aconteceu em São Paulo. Uma adolescente de 14 anos sofreu luxação em uma das pernas ao ser atingida por uma das rodas traseiras de um ônibus da Cooperauthon, da linha 5128 (Shopping Morumbi-Jardim Apurá), na Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira, em Americanópolis, na Zona Sul da cidade. O acidente ocorreu por volta de 23h30 de quinta-feira (27).

A roda do veículo se soltou e atingiu a garota a cerca de 30 metros de distância. Transportando cerca de 40 passageiros, o ônibus apresentou o defeito ao estacionar para apanhar usuários. A adolescente, atingida na frente de uma pizzaria do local, foi atendida no Pronto-Socorro Municipal do Jabaquara e liberada após cuidados médicos. A ocorrência foi registrada no 97º Departamento de Polícia (DP) localizado em no bairro Americanópolis.

A mesma empresa de ônibus já registra três acidentes ainda piores semelhantes em 20 dias. O ônibus da linha 6726-10 (Jardim Gaivota-Metrô Ana Rosa), no dia 12,  também perdeu uma de suas roda na Avenida Washington Luiz ferindo sete pessoas e matando o ajudante Gilmar da Silva, de 26 anos. Num outro acidente, com duas pessoas feridas, o eixo traseiro de outro ônibus da linha 6726-10 da Cooperauthon se soltou na mesma Avenida.

Dá para se sentir seguro mesmo parado num ponto de ônibus? Se nem ao menos nosso transporte público, que pagamos um valor alto para utiliza-lo, é seguro, como esperar algo do resto dos serviços prestados à sociedade. É evidente que nossos líderes não utilizam ônibus ou metrô, afinal, possuem carros importados com motoristas e seguranças. Não estão nem aí para a população. Morrer 1 pessoas por mês na cidade é simplesmente um dado. Lamentável e inaceitável.

Adolescente é atingida por roda de ônibus na capital  foto - Globo

Fonte: Globo



- Postado por: Murillo Magalhães Diniz às 17h23
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Hoje eu não sei

Quino uma vez escreveu, em uma de suas tiras: "a polícia é a borracha de apagar ideologias." Pergunto-me, então, o que pode ser um exército. Borracha de apagar vidas, com certeza. Já são pelo menos doze mortos no protesto que acontece há onze dias em Mianmar - ex-Birmânia. Desses doze, pelo menos três são monges budistas e um fotógrafo japonês. ("Abusar de uma figura religiosa reverenciada é um crime indescritível em Mianmar", Maureen Aung-Thwin, diretora da organização Projeto Birmânia)

O governo local, no entanto, confirmou apenas uma morte e disse que os soldados usaram "força mínima" depois que alguns manifestantes tentaram arrancar as armas de suas mãos.

Mas não é só de tiro que vive uma repressão. O exército também invadiu monastérios durante a madrugada, quebraram janelas, móveis, arrombaram portas e jogaram bombas de gás lacrimogêneo quando os monges resistiram à prisão. Todos foram jogados dentro de caminhões que aguardavam nas ruas. (Pelo menos 300 monges foram presos. Curiosidade: Há entre 400 e 500 mil monges no país, mesmo número de soldados.)

Esta repressão violenta só derrama mais sangue. Além dos massacres de 1988 e 1990, que manteve a chama de revolta acessa, o estopim recente foi o aumento de 5 vezes o preço da gasolina, apesar de o país possuir petróleo e gás natural. Os soldados abriram fogo contra a multidão porque ela se recusou à retirada quando o exército a exigiu sob ameaça de tiro. 

Apesar de sanções econômicas e boicotes por parte de diversos países-potências, o governo militar de Mianmar, que governa o país há 45 anos, não parece que irá abrandar as reações. Hoje, sinceramente, não sei de quem é a cidade.



- Postado por: Grégore Garcia às 18h44
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Hoje a cidade é Rangun, em Mianmá, e seus donos são os generais

Regime militar prende, espanca e mata manifestantes em Mianmá

As forças de segurança do governo têm reprimido cada vez mais os maiores protestos no país em 20 anos. Soldados birmaneses abriram fogo contra a multidão e, segundo os opositores, mataram nove, além de um fotógrafo japonês. Cerca de 70.000 pessoas se reuniram contra a junta militar nesta quinta-feira. Nas principais cidades, está em vigor desde terça-feira o toque de recolher noturno. Assembléias e reuniões de mais de cinco pessoas também estão proibidas.

Liderada por monges budistas, as manifestações foram motivadas pelas altas dos preços dos combustíveis decretadas pelo governo, o que disparou os preços dos bens da cesta básica. A tensão agravou-se com a repressão violenta da junta militar durante uma manifestação pacífica.

A violência quase sempre se revela a partir dos interesses políticos. Não há uma discussão organizada, sem agressão, sem o uso da força. Precisa-se freqüentemente negociar as regras através de uma guerra ou de qualquer outra ação mais violenta.

Mas, se a própria população quer acabar com esse regime autoritário e instituir uma democracia, é considerável recorrer à comunidade internacional ou à ONU, para que essa discussão entre em pauta no cenário mundial e os militares sejam impedidos de se sobrepor à vontade popular.

Ps.: Saiba mais dos protestos e sobre a situação de Mianmá.



- Postado por: Brunna Soares às 11h32
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A cidade hoje é dos pichadores

O vandalismo, tão presente nas grandes cidades de hoje, é uma das causas dos gastos desnecessários com a manutenção física da cidade, como consertar postes de luz, fiação elétrica, e, como recentemente foi exposto na grande mídia brasileira, corrimãos de túneis da cidade de São Paulo.

Uma das peripécias dos vândalos mais vistas e mais disseminadas pelas cidades é a "arte" da pichação. Coloco arte entre aspas porque infelizmente o que mais vemos como pichação é a sua forma irregular, clandestina.

Lembro-me de quando cheguei em São Paulo que observava as portas metálicas dos estabelecimentos comerciais e percebia que só eram pichadas aquelas em que não havia algum grafite feito por algum profissional da área, evidenciando um "código deontológico". Mais um pouco reparei nos avisos colocados nas paredes de alguns lugares no qual deixam os "Srs. Pichadores" cientes de que o dinheiro que seria gasto pela manutenção da pintura do local é doado mensalmente para instituições beneficentes.

É um ato muito nobre realmente, mas isso só indica que chegamos ao ponto de sermos forçados pelos pichadores a fazer caridade. Quem será que está pior nessa situação: os pichadores que precisam ser chantageados emocionalmente para não infringir a lei ou os comerciantes que fazem essa chantagem a fim de não ter seu patrimônio visualmente violentado?

Esses dias, navegando na web achei uma imagem que me lembrou desses avisos e que me fez pensar se seria essa mensagem mostrada a que veremos futuramente ao andar pelas ruas:

Foto retirada do site Overmundo



- Postado por: Larissa Londero Decezaro às 21h18
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Hoje a cidade é dos cegos

Viva a tecnologia!

Quando pensávamos que, pelo menos, o problema dos celulares dentro dos presídios ia diminuir, os traficantes arrumam outra forma de "enrolar" esse sistema que está ficando cada vez mais previsível de "controle" ao crime.

A nova onda são os rádios portáteis, que por terem uma freqüencia muito baixa, não conseguem ser bloqueados pelos bloqueadores de celular dos presídios. Isso vem acontecendo em Bangu, RJ. Os presidiários controlam o tráfico e a compra de armas de dentro das cadeias. Como a área de alcance é muito pequena, os traficantes que não estão cumprindo pena são forçados a se manter perto do presídio para tornar possível esse contato.

Esses rádios são vendidos sem controle algum em uma rua do centro de São Paulo. Um técnico em eletrônica que trabalha na Marinha diz não saber como é possível entrar com um rádio desses em uma presidiária, afinal eles são grandes e não são possíveis de desmontar.

O que eu quero dizer é: se não tem como desmontar e é grande, entra na cadeia com ajuda? Se o alcance é menor e os outros traficantes precisam ficar perto, como não conseguem capturá-los? Se sabem de onde vem grande parte da "mercadoria" por que não fazem alguma coisa para impedir?

Aqui é tudo uma grande falta de vergonha, afinal, está tudo tão na cara de todo mundo, que as pessoas parece que não acreditam, não vêem.

Foto - Folha
Na foto, o líder do PCC, Marcola, é flagrado usando celular dentro do presídio.



- Postado por: Maria Eugênia Cruz às 23h41
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Hoje a cidade é dos que ganham pouco

O Rio de Janeiro continua lindo.

Os seres humanos possuemum instinto forte de sobreviência, o qual nos faz criar ou aproveitar situações de trabalho.

Foi o que fizeram certos policiais, - cinqüenta e dois - presos sob acusação de proteção ao tráfico.

A Folha de S. Paulo de terça-feira trouxe a seguinte linha-fina: "(...)investigação aponta que cada equipe recebia entre 2.000 e 3.900 reais por semana."

Todos são do 15º Batalhão da Polícia Militar, inclusive outros sete que estão com prisão decretada. Eles são acusados pela Polícia Civil de receber propina para não combater o tráfico nas favelas do Imbariê e Parada Angélica. E mais: avisavam os criminosos quando equipes não envolvidas no esquema estavam preparando operações no lugar.

O salário de policiais militares do Rio de Janeiro está em um dos patamares mais baixos do Brasil (e, ironicamente, são os que mais trabalham). Segundo tabela no site do cap. PM Vinicius da PMPB um soldado de 3ª classe ganha menos de 700 reais, enquanto que, Distrito Federal, o soldo é de 2000 reais.

Assim como o tráfico é uma alternativa ao desemprego, a corrupção é uma alternativa aos salários baixos (excetuando-se, aí, a política). Embora a vida de um policial do Rio de Janeiro sexa extremamente difícil, acredito que sustentar aquilo que eles tentam combater não é a saída certa.

(texto, que era para ser publicado sexta-feira, excepcionalmente publicado hoje por motivos de saúde.)



- Postado por: Grégore Garcia às 22h49
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Hoje a cidade é dos irresponsáveis

Motorista alcoolizado atropela 7

Todo mundo na vida comete erros. Porém, acho que devemos evitar que nosso erros interfiram e, principalmente, prejudiquem a vida dos outros. Queria comentar sobre algo mais específico: dirigir alcoolizado. Muitos fazem isso. E não vou ser hipócrita, pelo contrário, assumo que também já fiz isso. O problema é que esse erro pode ganhar maiores proporções quando ocorrem acidentes fazendo com que nós e , talvez outras pessoas, corram risco de vida.

Foi o que ocorreu hoje. Um motorista alcoolizado atropelou 7 pessoas no Largo da Concórdia, na altura da Avenida Rangel Pestana, no Brás. Ele destruiu um loja de roupas que estava lotada de clientes ao invadir a calçada e bater seu carro na parede. Pelo menos 2 pessoas foram levadas ao hospital em estado grave. O acidente ocorreu por volta das 9h15. O local, conhecido por grande e constante movimentação, foi interditado e o trânsito ficou congestionado na região.

Infelizmentes, 7 pessoas que não tinham nada a ver com o erro cometido por este motorista foram atropeladas. Se não morrerem, terão, certamente, lesões ou fraturas. Elas pagarão pelo erro de outra pessoas. Tiveram suas vidas interrompidas porque alguém estava dirigindo de maneira irresponsável. Nesse sentido, devemos nos perguntar: vale a pena beber quando estivermos dirigindo? Vale a pena correr o risco de envolver pessoas em nossos erros?

Claro que não! É claro que não irei alertar as pessoas ou pedirem para que evitem beber ao dirigirem, afinal, de nada adiantaria. Só queria dizer que já fui muito despreocupado com o assunto, mas começo a perceber que esse assunto é realmente sério. Jamais gostaria de receber a notícia que alguém de minha família ou um de meus amigos foi atropelado. Além disso, jamais conseguiria me perdoar se viesse a atropelar alguém. É algo que devemos rever. é algo importante.

 Foto - Doufer

Fonte globo  



- Postado por: Murillo Magalhães Diniz às 21h12
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Hoje a cidade é dos policiais executores

Policiais militares são acusados de fazer (in)justiça com as próprias mãos

Cerca de 20 policiais da Força Tática do 14º e do 42º Batalhões da Polícia Militar são investigados pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil sob a suspeita de participar do grupo, que se intitula "Eu sou a morte".
Nesta quinta-feira, o soldado Natanael Viana Freitas foi preso e o informante da polícia José Edinaldo dos Santos, conhecido como Gago, também teve sua prisão temporária decretada, mas está foragido.

Segundo testemunhas que afirmam ter ouvido ameaças dos próprios PMs, a lista das vítimas teria mais de 40 nomes, boa parte com antecedentes criminais. Mas pessoas sem passagem pela polícia e moradores mortos por engano também estariam entre os mortos pelo grupo. Mais de 30 pessoas foram assassinadas desde meados do ano passado em circunstâncias que apontam à ação de um grupo de extermínio formado por policiais militares em Osasco. Os boletins de ocorrência indicam semelhanças na forma de agir dos matadores: utilização de capuzes, carros com vidros escuros e placas obstruídas, motocicletas. A chegada rápida de viaturas e a ausência de cápsulas de bala na área onde alguns homicídios ocorreram levantam suspeita de que cenas do crime foram alteradas a fim de impossibilitar o esclarecimento das mortes.

Todos discutem sobre os direitos humanos, outros criticam a impunidade dos criminosos, mas o fato é que existem pessoas que deveriam preservar a segurança pública e facilitar o cumprimento da lei, mas estão apenas dando pena de morte para quem julga culpado ou não.

Já ouvi um amigo dizer "que bom, um a menos". Então, percebo que é preciso discutir muito a postura desses policiais que se consideram no direito de executar culpados ou inocentes. Parece a polícia da Ditadura, que considerava os opositores "culpados" e simplesmente matavam, sem preservar nenhum direito do "acusado" responder ao "crime".

Fontes: O Globo e Folha de S. Paulo



- Postado por: Brunna Soares às 13h35
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Hoje a cidade é de quem trabalha 17 horas por dia

Exploração fora dos tão lembrados canaviais

Imigrantes bolivianos fazem jornada de trabalho de até 16 horas, em confecções escuras e com pouca ventilação
Foto:Thiago Varella

Minha crítica aos que usam roupas de marca sempre existiu, todas aquelas etiquetas e símbolos, representam para mim nada mais do que a exploração do trabalho de pessoas de baixa renda em algum lugar da Ásia ou África. Além de dinheiro jogado fora (devido ao alto valor das peças).

Porém, há algumas semanas me dei conta de quanto meu pensamento era hipócrita. Vi que as roupas que sempre achei com ótimo preço e qualidade, eram produzidas por pura exploração de bolivianos. Nunca imaginei a real situação em que vivem esses imigrantes e quão pouco ganham como costureiros de confecções do Brás e Bom Retiro.

Estes vêm para o Brasil atrás de sonhos. Rádios bolivianas fazem propaganda de que aqui terão universidade de graça e melhores condições de vida do que as existentes na Bolívia, e que além disso, precisamos de mão de obra entre 15 e 40 anos.

Assim, bolivianos entram em nosso país de diversas maneiras, tanto legais, quando entram por Corumbá com visto de turista (válido por 1 mês), quanto a pé e de táxi, ilegalmente por Rondônia e Mato Grosso do Sul.

E segundo a Fundação Bolívia, a maioria deles possui como destino São Paulo, e aqui 40% dos que chegam trabalham em confecções, e o restante se distribui entre as ocupações de operários, domésticas, vendedores ambulantes e outras. De acordo com a Fundação Bolívia, o nível salarial dos costureiros clandestinos fica entre 50 e 200 reais mensais, ganhando 15 centavos por peça produzida.

As condições de vida são péssimas, grande parte deles mora no próprio local de trabalho, em quartos de 2,00m x 1,50m que abrigam o trabalhador, sua família, a máquina de costura e mais um espaço para colocar a roupa que é produzida (em alguns, o quarto e a oficina ficam em ambientes diferentes). Os colchões são enrolados durante o dia e à noite, quando vão dormir, se transformam em cama.

Esta violência, que veste acredito que a boa parte do país, acontece escondida e é patrocinada por nós consumidores. Assim, aqui fica meu alerta, e também minha dúvida, pois afinal o que será que podemos comprar, será que todas as nossas necessidades dependem da exploração de alguém? E isso que ocorre desde o açúcar e o álcool até as roupas que vestimos fará até quando a riqueza de poucos e a pobreza de muitos??

  Fontes - Repórter Brasil , Espaço Cidadania  

 



- Postado por: Graziela Sirtoli Miranda às 22h25
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Hoje a cidade é de quem possui um automóvel

Sem carros, com mais saúde!

O grande número de veículos circulando em São Paulo sempre trouxe problemas para a cidade. Poluição, Estresse e violência no trânsito, estão de muitas maneiras relacionadas com este meio de transporte. Na capital, o número exato de automóveis nas ruas é de 5.846.019. Essas estatísticas conferem à cidade paulista o posto de segunda maior frota de carros do mundo, ficando apenas atrás de Tóquio, no Japão.

Desta forma, existe hoje na metrópole, um automóvel para cada dois habitantes. Com isso, fica claro que o sistema de transporte e o aproveitamento do espaço público na cidade precisa ser revisto. Algumas cidades da Europa, como Paris, iniciaram políticas de incentivo ao uso de bicicletas para melhorar esta situação. O governo francês, por exemplo, além de investir em ciclovias, criou um sistema informatizado de aluguel de bicicletas. Com um preço acessível e certa facilidade, a idéia tem como objetivo levar cada vez mais as pessoas a utilizaram este meio de transporte.

Enfim, parece que começamos aos poucos dar importância a esse agravante. Após dois anos de edições tímidas, a cidade de São Paulo participará novamente no próximo sábado, do Dia Mundial Sem Carro. O projeto que foi implantado primeiramente na França em 1997, está sob coordenação de Secretária do Verde e do Meio Ambiente na capital paulista. A idéia é levar a população a refletir como seria benéfico a substituição do carro como principal meio de transporte. Também algumas ruas e avenidas ficarão fechadas parte do sábado para realização de atividades. Portanto, esperamos que a partir de iniciativas como esta de sábado, o trânsito lento e prejudicial ao meio ambiente enfim diminua. 

Foto de Adriano Vieland

 

 Que bom seria se fosse assim todo dia

 

Confira o crescimento da frota de carros de 1996 à 2006 em SP

 

 

Fontes: Estadão - Luiz Zanin, Prefeitura de São Paulo, Movimento Nossa Cidade

 



- Postado por: Fabio Ferreira às 23h43
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